Visitando Cairo e arredores, vc não consegue imaginar que um dia o Egito foi berço da civilização antiga, moderno e desenvolvido. Parece que o passado foi soterrado não só pela areia, mas pelos próprios egípcios governantes. Dá pra entender bem a revolta da população depois de 30 anos de um mesmo governo que parece em nada ter contribuído pro desenvolvimento do país. E talvez tenha sido esse o maior impacto misturado com certa decepção ao chegar no país como turista.
Antes da viagem, pesquisei vários sites e li vários depoimentos de viajantes sobre locais pra ficar e guias de turismo. E muito do que li se confirmou: os prestadores de serviços querem gorjetas por tudo e até por nada; os vendedores são incovenientes e até desonestos, aproveitando-se da tradição de negociadores pra tirar o máximo de vantagem dos turistas; os taxistas também se aproveitam cobrando preços fixos em vez de usar o taxímetro; enfim, tantas coisas tristes que não dá vontade de voltar ao lugar nunca mais! Abstraindo esses "contratempos", há sempre a curiosidade de se visitar um lugar pela primeira vez e aprender um pouco da sua história e tradições...
No segundo dia, nosso roteiro foi: Museu Egípcio, Bazar Khan al Khalili, Citadella e Cairo Antigo (Bairro cristão cóptico).
O Museu Egípcio é o grande tesouro do Cairo, não apenas pelos tesouros de Tutankhamon, mas também pelas coleções de esculturas e múmias. O museu em nada se parece com outros museus que a gente visita na Europa. É bem tumultuado e com o grande número de visitantes fica quase impossível ver tudo em apenas uma visita! É uma pena que ladrões tenham se aproveitado da fragilidade do museu durante a grande manifestação e roubado algumas peças da coleção!
Seguimos para "o coração do Cairo islâmico", passando por mesquitas e pela "universidade mais antiga do mundo" até chegar ao bazar Khan al-Kalili, um grande quarteirão com várias ruas estreitas (tipo labirinto mesmo), lojas coladas umas às outras e vendedores nas portas oferecendo seus produtos a uma simples olhada do turista. O guia nos deu 15 minutos pra circular pelo local, mas claro que impraticável para se negociar e comprar alguma coisa! Quis fugir dali imediatamente.
Seguimos pra Citadela de Saladino, um forte militar com a linda mesquita Mohammed Ali (que é uma cópia de mesquita de Istambul), localizada numa parte alta de onde se avista toda a cidade.
Nossa última parada, no Cairo antigo, onde visitamos as igrejas cópticas, Igreja de São Jorge e a Igreja Suspensa. Após passar pela barreira policial na entrada do bairro, seguimos pela rua principal passando pelo Museu Cóptico e conhecendo as ruínas do povo cristão que viveu por ali e depois foi perseguido e massacrado, mas ainda persiste. Visitamos a igreja onde está o local onde Maria e José com o bebê Jesus teriam ficado na fuga para o Egito.
Ainda tivemos um terceiro dia no Cairo que deixamos livre pra nós mesmos (sem guia). Na minha opinião, 2 a 3 dias são suficientes pra se conhecer o Cairo.
Sinceramente, não recomendo a cidade como roteiro de viagem, a não ser que se seja um sonho ver "com os próprios olhos" as Piramides de Gisé, como foi o meu caso. Já T recomenda ver as pirâmides pelo Google Earth (muito engraçadinho). Acho que poderia se esperar mais alguns anos pra que a cidade seja melhor cuidada e os monumentos sejam restaurados e mais apresentáveis pro turista. Como diz uma amiga brasileira, é melhor deixar pra visitar o Egito após ter conhecido bem outros lugares mais bonitos (e seguros) do planeta!
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