Explico: estivemos no Egito (Cairo e Luxor) pra uma semana de férias incluindo o Natal. Ficaríamos mais uma Natal na Europa, sem visitas familiares e sem convites locais. Daí decidimos fazer uma viagem e sugeri o Egito. Confesso que pensei mais na mudança de clima (fugir do inverno rigoroso) do que na viagem a história de civilizações antigas, mas claro que este último era o mais interessante. Nem me liguei no fato de que a população egipícia é de cerca de 90% islâmicos e 10% cristãos cópticos e que o país era cercado por um clima de conflito religioso iniciado nos anos 90. Enfim, ao chegarmos em Cairo, do avião, achei a cidade sem cor e bem velha. No aeroporto, tivemos uma péssima impressão, pois não avisamos ponto de táxi e fomos imediatamente cercados por pessoas oferecendo serviço de trasnporte a preço combinado. Seguimos pro Hotel, pegando num trânsito congestionado, o que me lembrou a Avenida Brasil e Dutra no Rio. Reparamos em bairros fortemente vigiados por soldados de exército, com casa bem grandes e barreira na entrada das ruas. Imaginamos que se tratasse de casas de embaixadores ou políticos. No centro de Cairo, o tráfego era o caos com carros buzinando desesperadamente em trechos sem semáforos. Ao chegar no hotel, paramos na guarita onde o carro foi inspecionado e na porta do hotel havia um detetor de metais e revista de bolsas. Tudo muito sinistro pra mim, que nunca tinah visto aquilo, mas não pro T que já estava acostumado a visitar cidades bem piores, como Bagdá, a serviço.
No primeiro dia de visita guiada, nosso roteiro era: as pirâmides de Gizé, Memphis e Sakara. Reparamos que a cidade era realmente muito feia, com prédios bem velhos e fios passando de um prédio pro outro. Apenas alguns luxuosos hotéis e prédios públicos se destacavam no meio daquele caos. Como era inverno por lá, o dia amanhecia frio e cheio de neblina. O guia nos levou primeiro pras cidades mais distantes, a pobre Memphis (com a gigante estátua de Ramsés), que nem de longe nos lembra que um dia foi "a mais importante e a mais cosmopolita do Egito" por sua falta de urbanização e pobreza, e Sakara (com sua pirâmide escalonada) felizmente ainda isolada do desenvolvimento populacional. Como sempre acontece, os guias oferecem paradas em pontos para compra de produtos locais e assim conhecemos uma "escola" de tapeçaria, em que encontramos crianças trabalhando (o que me pareceu mais exploração infantil do que ensino) e após breve explicação da "arte" milenar de se fazer tapeçarias, fomos levado pra loja com belíssimos e caros tapetes, os quais apenas admiramos pra desespero e mau humor do dono. De lá, paramos numa loja de pergaminhos, onde tudo era negociável (aliás, as coisas não apresentavam preços e os vendendores ofereciam tudo a preço surreal para se negociar uma valor ainda vantajoso pra eles). Enfim, não resitimos e compramos alguns pergaminhos. De lá, finalmente, seguimos pra grande atração, tão esperada por mim! Atravessando outro caótico tráfego em Giza, chegamos ao destino, simplesmente a alguns metros da cidade lá estavam as pirâmides que fascinam o mundo! Admiramos a grande Esfinge, tiramos fotos e fizemos até um pequeno trajeto de camelo pelas areias do deserto, de onde podemos ver as 3 pirâmides (Quéops, Quéfren e Miquerinos) em outro ângulo, mas o tempo já estava esgotado e tivemos que deixar o local. Lamentei que tivéssemos perdido tempo nas paradas para compras, pois poderia passar horas naquele local admirando uma das sete maravilhas do mundo antigo!
Aninha
ResponderExcluiramei esse post sobre o Egito. Nós estavamos pretendendo ir para Cairo no ano que vem, vamos ver como se desenrola essa questão política.
Bjs
Lu
Olá Aninha, tudo bem?
ResponderExcluirDesculpe comentar neste espaço algo que pouco tem haver com o excelente artigo publicado acima, mas procurei por todo o seu site e não localizei seu email. Gostaria de lhe fazer uma proposta se possível entre em contato comigo!
contato@sairdobrasil.com
Abraços