quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dois



Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Serviço Público

Ontem estivemos no AKH, o imenso Hospital Geral de Viena, para um exame específico da minha placenta. Minha obstetra trabalha neste hospital e sempre que precisa agenda exames com especialistas de lá. Foi assim no início da gravidez quando ela nos levou até um especialista que salvou nosso baby.
Tenho certo respeito pelo AKH, um hospital ligado à universidade e por isso bem equipado de médicos e equipamentos. Pela vontade da minha médica, teríamos nosso filhinho lá ,mas como não temos o seguro de saúde austríaco e sim um particular (a ONU tem um acordo com o governo austriaco que permite a escolha, já que o seguro saúde é obrigatório em todo país), é mais conveniente termos nosso baby em clínica particular. Além do atendimento mais personalizado, é mais fácil achar enfermeiras que falem inglês.
Com a gravidez, tivemos a chance de conhecer um pouco o sistema público de saúde e assistência social oferecido pelo governo austríaco, que é realmente muito bom. No início das consultas com a médica, a gente recebe o Mutter-Baby Pass, que contém todos os exames e dados coletados em cada consulta. Após um número de consulta, a prefeitura de Viena ainda oferece um presente de boas vindas para o bebê. Como adoro presentes, fui visitar o centro de juventude e família (MAG ELF) do meu bairro pra me habilitar a recebê-lo. Lá, recebi também um catalogo contendo informações sobre seguro-maternidade, registro da criança etc, além de inúmeros cursos, palestras e encontros entre pais oferecidos pelo centro. Tudo em alemão, claro, mas tudo de graça!!Fiquei muito bem impressionada com as oportunidades oferecidas!
Quanto ao exame, a médica disse que minha placenta estava ok! Minha médica aproveitou pra conferir o tamanho do bebê usando o aparelho de ultrassom mais moderno (ele está com cerca de 3 kg) e verificar como estava minha dilatação (ainda tudo fechado). Parece que meu filhinho vai nascer próximo à data esperada ou pelo menons vai esperar a vovó chegar com a tia-avó na próxima semana. Quem sabe ainda dá tempo de a gente ir todos juntos ao Circus Roncalli que está em Viena!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Chuchuzinho



Não sei o porquê, mas lembrei do chuchu dia desses. Sim, chuchu, o vegetal aguado para o qual eu nunca dei muita importância. Então, pensando em receitas e comidas (desejos?), lembrei do "chuchu refogado com camarão", que assim como chuchu com ovo mexido, é um dos poucos pratos como chuchu que realmente gosto e me deu vontade de preparar e comer. Daí lembrei de nunca ter visto chuchu nos supermercados daqui. Ok, também nunca procurei por ele e pra tirar a prova dei uma olhada em dois supermercados diferentes em que estive nos últimos dias: como eu suspeitava, não havia chuchu! Ainda não fui conferir nas feiras, mas acho difícil...

E na terra dos carboidratos, quem souber onde posso encontrar chuchu em Viena, ofereço o prêmio: "Ao vencedor, as batatas!" (Quincas Borba, Machado de Assis). E deixe o chuchu pra mim e minhas receitas brasileiras! rs

Fonte foto: aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

38 Semanas



Depois de todo esse tempo sem escrever no blog, bateu uma certa culpa, já que não sei se terei mais tempo nos próximos meses, quando minha vida mudará definitivamente pra sempre...
São 38 semanas e daqui a pouco terei meu menino nos braços, se Deus quiser. E como foram (e ainda estão sendo) esses meses todos de espera?
Primeiro, muitas mudanças: físicas, químicas, mentais, emocionais, espirituais! Imagina tudo acontecendo ao mesmo tempo e você ainda tendo que interagir com outros a sua volta sem parecer uma outra pessoa? A natureza é muito sábia e a gente dá conta disso tudo se mantiver o equilíbrio, amar e se sentir amada (parece clichê, mas é verdade!!) e procurar uma atividade pra se ocupar (no meu caso, como não tenho emprego por aqui, essas atividades foram cuidar do lar, ler, fazer ioga, cozinhar, encontrar as amigas, ver filmes, tirar fotos, visitar novos lugares). Enfim, conviver com essas mudanças é uma grande prova de preparação para uma fase nova da vida, de amadurecimento, quando nada será como antes...
Segundo, grande interesse pela maternidade dos outros, seja através de livros, grupos, sites ou entrevistas diretas com suas amigas. O livro "What to expect when you are expecting" e a A Agenda da Gravidez foram meus livros de cabeceira e fonte de consulta constante durante todo esse tempo. Fiquei bem orgulhosa quando T também comprou os mesmos tipos de livros em japonês, demonstrando grande interesse em aprender mais sobre gravidez e filhos. Também me inscrevi no grupo internacional de futuras mamães em Viena, o Vienna Babies Club (VBC). Ir aos encontros com pessoas que estão passando pela mesma situação que você ajuda muito sua auto-estima, porque você tem certeza que não é a única com medos e incertezas em ter um filho num país que não é o seu e longe da família. Além disso, você aprende coisas novas sobre hábitos e costumes que desmitificam certos preconceitos sobre ter e criar filhos. Participar de aulas de Yoga para grávidas no bfamily (que conheci através do VBC) foi outra novidade gratificante pra mim nesta fase. Além de relaxar e respirar, ainda aprendi exercícios que não imaginava serem possíveis com uma barriga de grávida e ainda havia tempo pra um bate-papo com outras mamães no final da aula.
Outra coisa interessante é que você passa a se interessar pelas experiências de suas amigas que tiveram filhos e sobre o que você nunca perguntou nada (perdão, amigas!!). Sim, comecei uma investigação com perguntas do tipo: como foi o parto, o que sentiu, o que usou, como se organizou... Uma coleta de informações sem fim a serem armazenadas e cuidadosamente avaliadas.
Os sites sobre gravidez, com informaçãoes e dicas, também ajudam bastante e reduzem o estresse de um mal estar inesperado. Eu recebo informes semanais do BabyCenter, do BirthWatch do Facebook e do Lucie's List, além de consultar "I am Pregant" e AmigasdoPeito indicado por amigas, entre outros sites e blogs (são muitos!!!!).
Terceiro, preparação do lar de um casal para o lar de uma família (ou preparação do ninho)! Muitas coisas precisam ser descartadas, coleções desfeitas, espaços rearranjados e renovados, movéis comprados, enfim, um novo lar construído em função de um novo membro da família que vai querer ter seu espaço também! É um grande apredinzado de desapego e caridade, porque você deixa de dar tanta importância a "suas coisas" e passa a se preocupar com as "coisas do outro". Sendo essas últimas mais importantes neste momento que as suas, claro. Neste momento, a colaboração do parceiro é muito importante e T é um cara de uma paciência oriental (claro!) com minhas exigências, teimosias e descontroles hormonais e emocionais. Além disso, também se desfez (com coração partido) de sua coleção de eletrônicos pra que nosso filhinho tivesse mais espaço (e menos poeira).
Quarto, "efeitos colaterais". Não posso reclamar da minha gravidez que foi muito tranquila, depois do susto inicial. Não tive enjôos, apenas fases de muita e pouca azia (até agora). Mantive minha rotina alimentar apenas cuidando pra não ingerir muitas besteiras e gordura (engordei até agora 15 quilos). O verão em Viena com cara de inverno e disfarçado de outono também ajudou muito. Quando começou a esquentar realmente, em agosto, já no terceiro trimestre, meus pés ficaram inchados imediatamente e senti certo mal estar. Nesta fase, a dor no nervo ciático aumentou tornando o andar uma atividade dolorosa mesmo dentro de casa e outras dores começaram a aparecer (virilha, baixo ventre), além do peso da barriga! Dormir já não é mais uma tarefa tranquila, tendo que levantar várias vezes pra ir ao banheiro. O nível de energia e disposição ficaram limitados diante das dores na perna e nas costas. Por outro lado, os movimentos do meu filhinho ficaram bem visíveis visto que o espaço dele foi reduzido. Daí que passo meu tempo olhando e rindo sozinha minha barriga ficar deformada. Diversão de mãe!
Semanas finais, expectativas!! Agora, as roupinhas já foram lavadas, passadas e arrumadas, as bolsas do hospital estão prontas, o espaço do meu filhinho já está preparado e minha mãe está chagando com minha tia pra me fazerem companhia durante o primeiro mês. Sinto que devo relaxar, mas estou ansiosa como alguém que vai começar no novo emprego ou que vai ter uma apresentação importante. Penso o tempo todo se vou saber identificar os sinais do parto, se vou ser forte pra ter um parto natural, se meu filhinho vai nascer saudável, se vou saber cuidar dele... Quero ter um parto normal, com o mínimo de intervenção possível, embora minha médica não esteja muito convencida disso e pareça preferir uma cesariana. Por aqui, o parto cirúrgico não é tão comum como no Brasil. Existem enfermeiras treinadas (parteiras professionais) apenas para auxiliar no parto natural em que o médico não participa (somente com expectador e avaliador, é claro). Sinto-me em boas mãos e o resto será como Deus quiser!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Língua

"A língua é minha pátria".

Ontem uma brasileira me perguntou se eu gostava de viver em Viena e claro que respondi que sim, mas que pensava em voltar pra meu país. Viena é uma cidade linda, segura e organizada, mas, definitivamente, "minha casa" não está aqui. Por outro lado, vivendo no estrangeiro, lembrei da canção do Caetano Veloso que diz "a língua é minha pátria". Sim, interessante como nos sentimos num pedacinho do Brasil quando estamos reunidos com nossos conterrâneos, não importando se do Sul, Sudeste, Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do país. Somos todos "brasileiros" no mundo.
Um pensamento puxa outro e lembrei da "polêmica" há tempos atrás, no Brasil, sobre um livro adotado pelo sistema de ensino público, em que a professora-autora defendia erros crassos de Português na língua falada, linguagem do cotidiano, com como algo aceitável. Na minha época de escola, nas aulas de Literatura, aprendi que existem certas construções gramaticais erradas que podem ser aceitas dentro de um contexto de licença poética, seja por manter uma rima, seja construir uma cacofonia ou seja pra chocar mesmo, chamar a atenção - como na música da banda dos anos 80, Ultraje a Rigor, "a gente somos inutéis".
Eu não li o livro e acompanhei apenas os fatos pela mídia que nem sempre nos apresenta todos os lados da questão, mas a justificativa dada pela professora era de que o livro "foi feito para aquele que pode ter sido discriminado por falar errado" [Estadão]. Então a solução para isso seria aceitar o errado como admissível e não corrigir o modo de falar de acordo com a gramática portuguesa (e isso significaria discriminar).
É verdade que, independente de escolaridade, cometemos, sim, erros gramaticais diários seja de concordância ou de escrita, mas alguns ainda tem a chance de se corrigir ou serem corrigidos. Não sou especialista em linguística, mas acredito que devemos respeitar a nossa língua acima de tudo (porque ela representa nossa pátria e daí estamos respeitando nossa Pátria), não por elitismo ou superioridade, mas apenas para não perdermos nossa identidade.
A língua é viva e há muitas construções da língua falada que nã correspondem à língua formal, mas que não perdem seu sentido como "tá", "tão", "né" e por aí vai. A inclusão de certas palavras estrangeiras também. Isso acontece com várias línguas no mundo. Mas daí a aceitar as sentenças como "os livro é popular" ou "nós pega o peixe", porque é assim que se ouve na língua popular e porque a informação dada é compreendida, parece, no mínimo, um retrocesso. Então o sistema de ensino brasileiro quer aceitar o errado do que melhorar a educação?! Em vez de oferecer uma educação de qualidade, investir no sistem educacional, vamos admitir como "normal" o fracasso de alunos semi-analfabetos que deixam a escola cedo (evasão escolar) ou ainda outros que viram mestres e ensinam seus erros pras futuras gerações (baixa qualidade de ensino) e por aí vai... num ciclo vicioso que por fim apresentará uma língua pobre e enfraquecida... Triste.
O fato é que o livro não foi escolhido por uma pessoa ou tirado de dentro de um saco ao acaso. Ele foi selecionado dentro de um processo de escolha feito por várias universidades do Brasil. Assustador! Ainda mais quando se fala em unificação do português de Portugal e do Brasil, com essa polêmica estamos criando um abismo! Embora existam especialistas em linguística que defendem esse abismo e total separação das línguas. Aí, é outra estória...
Bem, na minha experiência prática, a gente aprende quando erra e é corrigido. Se eu falar uma sentença errada no meu dia-a-dia, acho difícil que eu a corrija na linguagem formal. Claro que repetirei o erro em qualquer situação. Então, procuro me corrigir, verificar a escrita de uma palavra que há muito tempo não escrevo, verificar as várias possibilidade de uma regra gramatical. Bem, o mesmo que faço com o inglês, o francês ou alemão, línguas que uso, estudo ou preciso no meu dia-a-dia.
Talvez eu seja conservadora nesta questão. Acredito que a educação nos proporciona ver o mundo com olhos de descobridores de possibilidades. Lembro da minha avó que não teve educação formal e fala intuitivamente a linguagem popular. Nunca a discrminei por causa disso nem me senti superior. Apenas percebi que a escola tinha me dado uma (in)formação a mais, permitindo que eu idenficasse a diferença entre as linguagens, entre continuar descobrindo coisas novas na escola ou viver na ignorância, ou seja, no desconhecimento das coisas.
E vamos refletindo...

domingo, 8 de maio de 2011

Primeira Vez



O Filho Que Eu Quero Ter

É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho
Dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem

De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim

Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim
(...)

Vinicius de Moraes / Toquinho

Poema Enjoadinho

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Vinícius de Moraes. In: "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

É Primavera



Abril já se foi, mas o frio continua. Por aqui dizem que „Der April macht was er will“, então mesmo já sendo primavera, o clima variou bastante, do frio (que nos fez tirar os casacos de inverno do armário de novo) ao calor (que nos permitiu passear pela cidade de calçados abertos - por pouco tempo, rs). E maio não começou diferente, com um solzinho morno...

A prefeitura anunciou que comprou 1,2 milhão de mudas de flores pra enfeitar os jardins da cidade. Sim, Viena fica mais bela nesta época do ano com tantas flores pelos jardins e canteiros nas ruas. E a cidade ferve de turistas! As sorveterias tem filas na porta e ficam abertas até tarde da noite com movimento! Os restaurantes colocam suas mesinhas nas calçadas onde se pode apreciar o movimento nas ruas, tomar um solzinho e ainda saborear um pedaço de Apfelstrudel acompanhado de um Mélange.

Por ocasião da quaresma, os turistas ainda puderam visitar as feirinhas de Páscoa (die Östermärkte), vendendo seus tradicionais enfeites de Páscoa: ovos pintados! Alguns de verdade, outros de cerâmica ou vidro, de todos os tamanhos. É tradição montar a "árvore" de Páscoa, onde são pendurados esses ovinhos. E as pessoas trocam presentes e não apenas chocolates. De acordo com uma pesquisa realizada por aqui, os presentes favoritos (e tradicionais) são os doces de Páscoa (Süßigkeiten, 82 Prozent) e os ovos de Páscoa (Ostereier, 59 Prozent). Eu visitei com minha irmã o mercado de Páscoa do Palácio Schönbrunn, com suas barraquinhas de enfeites e lembrancinhas e também comidas típicas. Ainda tivemos a oportunidade de ver as mesmas feirinhas em Bratislava e em Praga.

Aliás, meu presente de abril foi a visita da minha irmã querida, que ficou por aqui comigo (enquanto T estava na Coréia) por quase 1 mês. Passeamos, fizemos compras, tiramos fotos, contamos as novidades e nos divertimos à beça! Foi bom enquanto durou! Agora ela já está de volta ao lar brasileiro e eu de volta a minha rotina caseira vienense.

Ontem completei 20 semanas de gestação, o que significa que estou na metade do caminho da chegada do bebê, que já sabemos, é um menino! Ficamos surpresos (esperava menina, já que na minha família há muitas mulheres) e felizes com a notícia! Esperamos que ele esteja bem e com saúde e que sinta nosso amor incondicional até o nosso encontro aqui fora!

Que venham mais mudanças e desafios de ser mãe!!